Especial OVNI 15 anos – The Last of Us (2013)

A Ovni completa 15 anos na venda de jogos e consoles, muitos deles marcantes. E nós continuamos essa série de artigos com The Last of Us, lançado em 2013.

Chegamos em 2013 para apresentar o nosso 12º artigo da série que comemora os 15 anos da Ovni Game Shop no mercado de games e produtos geeks. 2013 foi o ano de lançamento dos consoles PS4 e Xbox One, assim como o ano em que jogos como  Bioshock Infinite, Fire Emblem: Awakening, Super Mario 3D World, Fez, DotA 2 e Rayman Legends. Este também foi o ano em que Grand Theft Auto V foi lançado e, embora tenha tido uma expressão muito maior que todos os demais jogos no ano, escolhemos outro jogo pois a série GTA já estava representada em dois anos nesta nossa lista. Mas ainda assim o incrível The Last of Us merece cada palavra que será escrita neste artigo.

The Last of Us é uma metáfora quase perfeita para A Estrada, uma obra-prima literária escrita por Cormac McCarthy. Ambos apresentam uma situação desesperada, pós-apocalíptica, navegada por dois personagens – um adulto e uma criança – com nada além de desespero absoluto em torno deles. Como em A Estrada, The Last of Us é perpetuamente perigoso e imprevisível, e como a obra original, o que aconteceu para que a sociedade chegasse naqueel ponto não é o foco. É a história dos personagens, e esses personagens sozinhos, no centro de ambos os roteiros. A beleza de The Last of Us quando comparada A Estrada, no entanto, é que é totalmente interativa, completa com toda a vulnerabilidade, incerteza e insegurança perpétua que só os vídeo games oferecem.

The Last of Us entrelaça perfeitamente um gameplay satisfatório, baseado em escolhas, com uma narrativa estelar. Nunca desacelera, nunca fica para trás e, francamente, nunca decepciona. Ele foi o melhor exclusivo do PlayStation 3, e toda a experiência, do início ao fim, é notável. A visão de Naughty Dog de um Estados Unidos que sofreu uma pandemia é incrível, mostrando diversos personagens que povoam este mundo com suas histórias individuais. 17 horas que duram em média a campanha, estão entre as mais memoráveis que muita gente já passou com um jogo.

Os jogadores são colocados no papel de Joel, um sobrevivente caçador e cansado preso em um ciclo que qualquer pessoa poderia imaginar encontrar-se duas décadas após o colapso da sociedade. Ele faz trabalhos estranhos, adquire comida, roupas e abrigo, e repete o processo sem parar, um processo que só fica mais árduo e desesperado com o passar do tempo. Joel faz o que é necessário para se manter vivo e nessa versão dos Estados Unidos em que ele viaja, sua sobrevivência geralmente significa a morte prematura de outra pessoa.

Por mais que seja Joel, ele não é o único personagem protagonista em The Last of Us. Na verdade, chamá-lo de personagem principal é verdade só em certa medida, porque é sua companheira, uma jovem chamada Ellie, que verdadeiramente rouba o espetáculo. Joel faz um acordo no início da aventura para ajudar a transportar Ellie através do que resta dos Estados Unidos. A partir daí, os dois são virtualmente inseparáveis, mesmo que sejam céticos uns dos outros, forçados por circunstâncias em um mundo onde a confiança e a fé são extremamente escassas.

Joel e Ellie desenvolvem uma espécie de relação esquisita de pai e filha à medida que suas experiências coletivas os vinculam. E desenvolver laços com Ellie em particular é comum para um jogador de The Last of Us. Seu exterior endurecido é o complemento perfeito para sua completa ignorância do mundo antes de ser destruído. Ellie nasceu após o colapso e, como tal, ela está cheia de perguntas e maravilhas, muitas vezes comunicadas através das muitas conversas contextuais que ela e Joel compartilham. Ela escolhe os discos em uma loja de música, fica fascinada com a vida selvagem que ela nunca viu antes e faz um milhão de perguntas sobre o passado. Você vê ela aprender, crescer e ganhar significado. É impossível não se apegar a ela.

The Last of Us é indubitavelmente bonito de se ver, mas essa beleza é muitas vezes ofuscada por perigos iminentes. Joel e Ellie enfrentarão os inimigos em todos os vários locais que visitam, e essas batalhas representam o outro lado do que faz o The Last of Us brilhar. O combate é tenso e nervoso. Lutar é tão emocionalmente desgastante quanto fisicamente perigoso, porque os adversários de Joel são, como ele, apenas pessoas normais tentando sobreviver. Em um mundo onde todos têm uma motivação singular para continuar respirando por mais um dia, é difícil julgar até os restos mais severos da humanidade que você encontra.

The Last of Us é completamente focado em sua campanha single player. Muitos jogadores nunca vão sequer olhar o online, e, francamente, eles não estarão perdendo o que verdadeiramente torna o jogo tão incrivelmente especial, tão excepcionalmente digno de nota, uma experiência tão obrigatória. Nosso jogo de 2013.


Transparência: Esse conteúdo é patrocinado pela Ovni Game Shop.


Assista abaixo um gameplay de The Last of Us (2013)